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terça-feira, 24 de maio de 2011

Pensamentos



"Todos nós nos movemos em Campos Espirituais aos quais estamos profundamente vinculados e dos quais não podemos nos esquivar."

Bert Hellinger


"Ninguem se ilumina imaginando seres de luz, mas conscientizando as sombras."

Carl Gustav Jung


"Não é possível ser feliz vivendo só para si, quando faz tudo somente pelo seu próprio interesse. Na verdade só vive para si quando vive para os demais”

Sêneca


 "Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela "

Albert Camus


"Só reconheço como sendo real aquilo que age sobre mim. O que não age sobre mim é como se não existisse. "  

Carl Gustav Jung


"Conheças todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana."

Carl Gustav Jung
 

"Cada destino é unico! Quem se entrega à condução da propria Alma, encontra o caminho que corresponde a seu destino, e que cura ou completa"

Bert Hellinger


“Quando dedicamos nossa atenção a algo,
Ate uma palha do campo se converte em um mundo misterioso, extraordinário,
indescritivelmente magnífico.”

Henry Miller 

A Morte e o Ser



"Por trás da luta contra a morte atua a idéia de que a vida é o que ha de mais elevado. Mas de onde vem a vida? Aquilo de onde ela vem deve ser maior do que ela. A vida pertence a algo maior, de onde ela vem. A esse algo maior damos um nome simples. Podemos denomina -lo o SER. É o que fundamenta tudo o que é, o que permanece. Por trás de toda impermanência existe um Ser que permanece, onde voltam a cair os que morrem. O Ser é maior do que a vida e a morte.

Quando uma pessoa recai nesse Ser, não importa que ela tenha dois meses ou oitenta anos. No Ser, tudo é igual. Por isso é muito superficial pensar que quem viveu mais tempo ganho e quem morreu cedo perdeu. Isso não faz justiça a grandeza do que atua em tudo.Quem tem essa imagem pode lidar com a vida e a morte mais serenamente. E todos podem lidar com isso mais serenamente: os doentes os terapeutas, os familiares. 

A vida é uma dádiva.Mas não é algo que possamos segurar ou levar conosco, longe disso. Não podemos segura-la nem levá-la conosco. No final, permanece o puro Ser." 


Bert Hellinger

O Obstáculo

"Os movimentos são detidos por obstáculos. Estes surgem quando queremos alcançar uma meta num tempo excessivamente curto, quando a meta não nos convém ou, ainda, quando não temos forças ou as perdemos. Então o obstáculo nos força a parar e nos dá a possibilidade e o tempo para:
- testar a meta;
- congregar novas forças;
- encontrar, talvez, aliado;
- aguardar o momento oportuno e
- harmonizar nossa ação com a de outras pessoas.

Às vezes, basta aguardar ate que o obtáculo se desmonte por si. A simples espera do momento oportuno pode enfranquecê-lo: ele perde a sua força. O tempo trabalha contra o obstâculo e a forvor do movimento certo.

Quando reconhecemos o obstáculo inclusive nos acomodamos a ele, às vezes ele se associa a nós e se transforma em vigilante de nosso sucesso. Nessa maneira de ver, podemos, às vezes, até mesmo saudá-lo desde o inicio."


Bert Hellinger

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O adoecimento e seu caminhar



"E embora em nossa mente física não possamos estar cientes do motivo do nosso sofrimento, que pode nos parecer cruel e injustificado, nossas Almas conhecem todo o propósito, e estão nos guiando para que tiremos de tudo o máximo proveito." 
Edward Bach


“Quando se fala de doenças psicossomáticas, pode existir o perigo de que se pense curar uma doença somente com os meios psíquicos, usando assim a psicoterapia como um medicamento que é engolido e então tudo fica bem. Esse é um serio mal-entendido. Ele também é muito difundido entre certos psicoterapeutas e está implicado num desprezo pela medicina clássica.

Existe uma conexão entre doenças graves e  emaranhamentos nos destinos de membros da família.  Quando se pode criar uma ordem na mesma, que traga leveza e reconciliação, partindo da alma, isto também tem um efeito atenuante ou favorável e freqüentemente até curativo sobre a doença . Isto, entretanto em ação conjunta com muitas outras medidas, principalmente aquelas da medicina.

Freqüentemente diz-se a um doente que a sua enfermidade é de origem psicológica. Isto é freqüentemente vivenciado pelo paciente como uma depreciação, pois este pensa: “se eu fosse diferente, seria tudo melhor”. Mas não e assim, porque os emaranhamentos que agem por trás disto são inconscientes. O impulso por meio do qual alguém talvez se comporte de maneira destrutiva é totalmente inconsciente. Somente quando o emaranhamento que age em segundo plano vem à luz, pode-se mudar alguma coisa.

Às vezes, uma doença também pode ser benéfica para a alma. Então, não se pode tentar logo afastá-la sem eu o doente tenha suportado e, para formular de maneira paradoxal, sem que a doença tenha desenvolvido o seu efeito curativo, somente então ela pode ir embora.

Às vezes, por meio de uma doença manifesta-se algo que o doente não quer reconhecer, por exemplo, uma pessoa, uma culpa, um limite, seu corpo, sua alma, uma tarefa e um caminho que deva seguir.

A doença obriga a uma mudança. Por isto, o terapeuta alia-se, ao motivo e ao objetivo da doença, por exemplo, com a pessoa excluída, com a culpa refutada, com o corpo desprezado, com a alma abandonada, com a misericórdia e a chance que se revelam na doença. Quando isto é colocado em ordem, o doente pode viver melhor. E ele também pode morrer melhor, quando chegar a hora.

Em doentes com  câncer  por exemplo trata-se freqüentemente de que se exponham a gravidade da situação. A gravidade é, naturalmente, de que se trata de uma doença mortal e que se tem que encarar a morte. Freqüentemente, os doentes desejam que o câncer seja vencido. Mas isto não se pode, isto é ilusório.

Na maioria das vezes, as doenças são vistas como algo mau do qual queremos nos livrar. Mas, ao mesmo tempo, doenças também são processos de cura, principalmente para alma. Não se pode simplesmente colocá-las de lado. Pode-se ver que quando se admite que uma doença possa servir a uma causa, talvez mais elevada, então ela pode retirar-se. Ela cumpriu o seu dever. Mas deve ficar presente, não pode ser jogada fora. Então, às vezes, ela se retira. ”


Estrofes retiradas dos livros:

Desatando os laços do destino – Bert Hellinger. Ed Cultrix, São Paulo, 2006
A fonte não precisa perguntar pelo caminho – Bert Hellinger. Ed Atman, Minas Gerais, 2007



quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Bola Dourada




 "O que recebi pelo amor de meu pai
eu não lhe paguei,
 pois, em criança, ignorava o valor do dom,
e quando me tornei homem,
 endureci como todo homem.

Agora vejo crescer meu filho,
a quem amo tanto
Como nenhum coração de pai se apegou a um filho.

 E o que antes recebi
estou pagando agora a quem não me deu nem vai me retribuir.
Pois quando ele for homem
e pensar como os homens, seguirá, como eu,
os seus próprios caminhos.

Com saudade, mas sem ciúme,
eu o verei pagar ao meu neto o que me era devido.
Na sucessão dos tempos meu olhar assiste,
comovido e contente,
o jogo da vida: cada um com um sorriso,
 lança adiante a bola dourada,
e a bola dourada nunca é devolvida!"


 Borries von Munchhausen


Mencionado no livro de Bert Hellinger,  "No centro sentimos leveza", como forma de trazer a tona a imagem da troca entre gerações, o "dar" e o "tomar".

terça-feira, 3 de maio de 2011

A Constelação Familiar

Breve Introdução





 "Na terapia familiar sistêmica, trata-se de averiguar se, no sistema familiar ampliado existe alguém que esteja emaranhado nos destinos, escolhas, crenças, de membros anteriores desta família. Isto pode ser trazido à luz por meio do trabalho com as Constelações Familiares. Trazendo-se a luz os emaranhamentos, a pessoa consegue se libertar mais facilmente deles – ela passa a ter consciência do que age no seu sistema e a ter a opção da escolha sobre seu próprio destino."  Bert Hellinger


Trata-se de uma abordagem fenomenológica terapêutica fundamentada nas descobertas do alemão Bert Hellinger.

Bert Hellinger é nascido em 1925, na Alemanha, e formou-se em Filosofia, Teologia e Pedagogia. Como membro de uma ordem de missionários católicos, estudou, viveu e trabalhou durante 16 anos no sul da África, dirigindo várias escolas de nível superior. Posteriormente, aprofundou seus estudos e pesquisas tornando-se psicanalista e, por meio da dinâmica de Grupos, da Terapia Primal, da Análise Transacional, de diversos métodos hipnoterapêuticos e demais técnicas desenvolveu sua própria Terapia Sistêmica e Familiar a qual denominou: Familienstellen (respectivamente:  “Colocação do Familiar”, traduzido para: Constelações Familiares, no Brasil).

A constelação familiar se baseia no uso de representantes neutros para representar membros da família ou grupo social do cliente e trabalhar um tema específico trazido por este último.

Na terapia familiar sistêmica, trata-se de averiguar se, no sistema familiar ampliado existe alguém que esteja emaranhado nos destinos, escolhas, crenças, de membros anteriores desta família. Isto pode ser trazido à luz por meio do trabalho com as Constelações Familiares. Trazendo-se a luz os emaranhamentos, a pessoa consegue se libertar mais facilmente deles – ela passa a ter consciência do que age no seu sistema e a ter a opção da escolha sobre seu próprio destino.

Há uma dinâmica silenciosa e sutil atuando sobre todo sistema familiar, em sua história, em seus acontecimentos, em sua cultura e linguagem própria. Tal dinâmica atua sobre todo e qualquer sistema, e segue leis próprias as quais Bert Hellinger observou em seu trabalho empírico fenomenológico. Hellinger então diferenciou e apontou as leis que atuam sobre o sistema familiar e iniciou diversas reflexões expostas em seus diversos livros publicados mundialmente. Quando tais leis dinâmicas são desobedecidas, ignorada ou rompidas, geram maior “pressão”, “peso”, “tensão” sobre o sistema, sobrecarregando as relações dos membros internos ao mesmo. Tal tensão pode recair mais sobre um membro específico do sistema, adoecendo-o ou conduzindo a um tipo de escolha, crença, postura e/ou comportamento. Na constelação familiar, se olha para este sistema e para a posição e postura de cada membro e como tais interagem sobre e entre si – buscando, por meio de gestos, reposicionamentos e falas, alcançar a leveza e ordem, perdida no sistema.

Da mesma maneira como esta abordagem terapêutica tem trazido luz aos relacionamentos familiares, também tem sido útil para empresas e organizações, que por representarem um grupo organizado de pessoas, tornam-se um sistema. Por meio das constelações organizacionais se tornam visíveis soluções para um sistema com “problemas”.

Procura-se então, no sistema soluções que incluem e levem adiante. A solução inclui a ordem, aonde cada qual tem seu devido lugar, aonde sente-se bem, aonde sente-se leve. Caso alguém não se sinta bem em seu lugar, então, via de regra, relacionamentos internos ou particulares precisam ser esclarecidos. Este esclarecimento pode ocorrer durante o trabalho de constelação sistêmica organizacional.

Alguns dos temas que comumente são abordados pelos constelandos/clientes em uma sessão individual ou workshop:

• Relacionamentos com familiares (pai, mãe, marido/esposa, filhos, avós, tios);

• Acontecimentos familiares marcantes (adoções, perdas, doenças psiquiátricas, mortes precoces, assassinatos, suicídio, abortos, entre outros);

• Relacionamento interpessoal (sexualidade, amantes, parceiros amorosos e sexuais, amigos, colegas);

• Problemas de saúde (dores crônicas, obesidade, depressão, câncer, problemas cardíacos);

• Envolvimentos com drogas, alcoolismo, tabagismo;

• Conflitos profissionais com chefes, colegas, empresas;

• Questões empresariais e administrativas (abertura de empresa; fracasso X sucesso; perda financeira; dificuldades na liderança; mudanças de carreira; recolocação profissional).

Numa constelação familiar pode-se participar como cliente (constelando) que leva um tema especifico para constelar, como representante que esta a disposição para ocupar um lugar na dinâmica do sistema constelado, ou como simples observador.

Tais posições em si já trazem alguns benefícios, entre os quais destaca-se:

Como constelando: a colocação de um tema ou situação específica gera um movimento interno da parte dos representantes que desvenda e traz à luz uma dinâmica desconhecida desencadeando (junto do cliente) um processo de cura.
Como representante: ser escolhido como representante leva à vivência de situações que causam diversas associações e percepções de semelhanças com o sistema da pessoa escolhida, desencadeando um processo de cura;
Como observador: o simples fato de estar presente e observar o trabalho desenvolvido pode desencadear um processo de solução de questões internas;

A abordagem apresenta uma vasta gama de aplicações práticas e devido aos seus efeitos esclarecedores no campo das relações humanas promove entre outros:
• Melhoria das relações familiares;
• Melhoria das relações interpessoais nas empresas;
• Melhoria das relações no ambiente educacional.

Referencia Bibliográfica

Bert Hellinger ; Gabriele ten Hovel: Constelações familiares – o reconhecimento das ordens do amor. Editora Cultrix, São Paulo, 2001
Bert Hellinger: No centro sentimos leveza. Editora Cultrix, São Paulo, 2006

Bert Hellinger: Ordens do Amor. Editora Cultrix, São Paulo, 2007
Instituto Bert Hellinger Brasil : http://www.institutohellinger.com.br/principal/
Bert Hellinger Home-Page: http://www.hellinger.de/
Instituto de Filosofia Pratica: http://www.spelter.de/

Publicado no site Psicologado em Maio 2011 - https://psicologado.com/atuacao/psicologia-clinica/constelacao-sistemica-familiar-e-organizacional-breve-introducao